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30/07/2018 ás 10h13

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Redacao

Teresina / PI

Anvisa aprova novo genérico contra cânceres que custa 35% menos que remédio original
A substância everolimo chega a custar, na versão original, entre R$ 10 a 12 mil reais por mês, e é voltada ao tratamento de cânceres avançados
Anvisa aprova novo genérico contra cânceres que custa 35% menos que remédio original

Anvisa aprova novo genérico contra cânceres que custa 35% menos que remédio original


A substância everolimo chega a custar, na versão original, entre R$ 10 a 12 mil reais por mês, e é voltada ao tratamento de cânceres avançados


medicamento-genérico-cancer


Um novo remédio genérico contra diversos tipos de câncer, entre eles o de mama avançado, foi aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) no início da semana e trouxe uma expectativa grande aos médicos e, principalmente, aos pacientes oncológicos.


Por se tratar de uma versão genérica do medicamento everolimo, a estimativa é que chegue ao mercado com um valor 35% menor que os medicamentos originais, o que reduz o custo do tratamento oncológico. No valor original, o medicamento produzido pela Novartis, chamado de Afinitor, chega a custar entre R$ 10 a 12 mil por mês ao paciente.


A redução no valor colabora na inclusão da medicação no tratamento oncológico – inclusive para pacientes que, antes, não poderiam arcar com os custos do remédio original. Por enquanto, no entanto, o medicamento ainda não está disponível pelo SUS.


“Não se trata do primeiro medicamento genérico usado na oncologia, visto que existem outros genéricos, mas a nossa experiência mostra que é grande o número de medicações genéricas confiáveis, com ação muito parecida e muito equivalente aos medicamentos originais”, explica Alan Azambuja, médico oncologista do Hospital do Câncer Mãe de Deus, em Porto Alegre (RS).


Novo tratamento ao cânceres avançados


O everolimo atua contra diferentes tipos de câncer, entre eles o câncer de mama avançado receptor hormonal-positivo, câncer avançado do rim e tumores neuroendócrinos também em estágios avançados. A expectativa é que traga, além da mesma resposta à saúde do paciente, os mesmos efeitos colaterais (nenhum a mais) e tempo de tratamento. “Os genéricos têm o mesmo princípio ativo, a mesma dosagem e o mesmo tempo. Isso não muda”, explica o oncologista.


A Anvisa indica o everolimo também para o tratamento da angiomiolipoma renal, associado ao Complexo da Esclerose Tuberosa, em pacientes acima de 18 anos; e contra a Sega – astrocitoma subependimário de células gigantes, também associado ao Complexo da Esclerose Tuberosa.


Produzido pela Natco Pharma Limited, empresa sediada na Índia, o everolimo genérico tem o registro e a comercialização no Brasil está sob responsabilidade da Natcofarma do Brasil Ltda, de acordo com informações divulgadas pela Anvisa.


“O everolimo é uma droga oral muito cara, e não é tão tóxica ao paciente. A parte interessante dessa aprovação pela Anvisa é que essa medicação entrou no mercado hoje por uma parceria público privada, quando o governo investe em uma empresa para produção de um medicamento essencial à população e, mais tarde, a tecnologia retorna ao governo. Além disso, a medicação entra com um valor mais barato, o que favorece também a competição, reduzindo o valor da droga original”, explica Evanius Wiermann, médico oncologista clínico do hospital VITA e do Instituto de Oncologia do Paraná.


Questione o médico oncologista


Existem no mercado, atualmente, outros medicamentos genéricos usados no tratamento contra câncer de mama, próstata, pulmão, entre outros tumores. Além de terem o mesmo princípio ativo, com os mesmos efeitos e toxicidade, os medicamentos genéricos produzidos por empresas reconhecidas são considerados confiáveis pelos médicos oncologistas, que sempre orientam os pacientes a questionarem por essas opções nas consultas.


“A medicação genérica só pode ser feita, obrigatoriamente, igual a original. Exatamente igual, como mesmo processo, a mesma molécula. É diferente de um medicamento biossimilar, como o trastuzumabe, usado no câncer de mama. O biossimilar é feito a partir de um processo biológico, bem mais complexo, caro e sujeito à variações da molécula”, explica Evanius Wiermann, médico oncologista clínico.


Dos genéricos disponíveis atualmente, Wiermann lembra do tamoxifeno, medicamento usado no tratamento do câncer de mama. “Está há 50 anos no mercado e é tão antigo que a droga original não existe mais, não se encontra mais”.

FONTE: gaveta do povo

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